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João Amoêdo defende melhor investimento na educação

7 de agosto de 2018

Na última semana, João Amoêdo se posicionou em suas redes sociais sobre o alerta ao corte no orçamento do Capes que pode suspender cerca de 200 mil bolsas.

Confira na íntegra a opinião do nosso candidato à Presidência:

“Defendemos um Governo que não gaste em privilégios e entregue o essencial: educação, segurança e saúde. Assim, casos como esse não aconteceriam.

Este ano, entre Fundo Partidário, Fundo Eleitoral e isenção fiscal do horário eleitoral político, o Governo gastará R$3,5 bilhões. Já o orçamento ligado a ciência estava orçado em R$5 bilhões, mas foi cortado, para R$2,8 bilhões. O Governo gastará mais com partidos políticos do que com ciência.

O resultado do corte, segundo o Capes será “a suspensão do pagamento de todos os bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado a partir de agosto de 2019”

Além de determinar as prioridades corretas, o Governo precisa desburocratizar as universidades. A burocracia impede maior engajamento entre nossas universidades e setor privado, terceiro setor ou canais de financiamento internacional. Poderíamos ter gestão no modelo de Organizações Sociais nas Universidades (exemplo do IMPA, que é uma ilha de excelência) para que pesquisadores contassem com mais autonomia, transparência e oportunidades de investimento.

A exemplo das grandes universidades americanas, as universidades brasileiras também deveriam contar com endowments, fundos patrimoniais que podem receber aportes públicos e privados, aumentando seu capital ao longo do tempo e gerando rendimentos para o financiamento de bolsas de pesquisa, desde a Iniciação Científica até o Pós-Doutorado. Essa aproximação entre diversas fontes de financiamento e as etapas da produção científica poderia resultar em bolsas de maior valor e com benefícios agregados, reduzindo a dependência exclusiva de recursos públicos e aumentando o potencial de absorção dos nossos pesquisadores no mercado de trabalho.

Precisamos de um Governo focado no essencial e que dê liberdade e segurança para que a ciência se desenvolva no Brasil.”

– João Amoêdo.