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João Amoêdo aposta no “boca a boca e na sola do sapato” para chegar ao Planalto – Agora RN, 2018

18 de julho de 2018

Pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, legenda recém-criada e que participará pela primeira vez de eleições gerais no país, o economista, empresário e administrador João Amoêdo abre nesta segunda-feira, 26, em Natal, o Fórum Caminhos do Brasil. O evento, organizado pela Federação das Indústrias (Fiern), vai dialogar com presidenciáveis sobre os rumos do país e discutirá com os postulantes ao Planalto sobre ideias para retomar o desenvolvimento.

Nesta entrevista ao Agora RN, Amoêdo expõe algumas de suas ideias e explica quais serão as estratégias do Novo para a eleições. O partido, que, como o nome sugere, desponta como “novidade” no cenário político, tem se destacado pelos métodos originais de escolha de pré-candidatas e pelo fato de se recusar a utilizar verba do fundo partidário.

Confira na íntegra:

AGORA RN – Ideologicamente, como o senhor se define?

JOÃO AMOÊDO – Sou um cidadão que nunca se envolveu na política, mas que está decepcionado há muitos anos com a falta de representatividade que temos. Por isso, resolvi montar um partido com o objetivo de devolver poder ao cidadão. Precisamos fazer com que o governo e o Estado passem a trabalhar pelo cidadão, e não o contrário. Acredito num viés mais liberal, em que o Estado tem poder limitado.

AGORA – E no campo dos costumes? Quais são os seus posicionamentos?

JA – Sou uma pessoa conservadora, no sentido clássico. Sou casado, católico, contra a legalização das drogas e a favor do aborto apenas nos casos previstos em lei. Porém, eu prezo muito pela liberdade das pessoas. Não acho que a minha posição pessoal deva interferir ou determinar o que as outras pessoas devam fazer.

AGORA – O posicionamento do Novo vai se traduzir obrigatoriamente em candidatura à Presidência nas próximas eleições?

JA – Esse é o principal objetivo. O Novo sempre entendeu que deveria ser uma instituição, com princípios e valores muito definidos e claros. A pré-candidatura à presidência tem como principal objetivo expor e colocar em debate essas propostas, que são corte de privilégios e não uso do dinheiro público para manutenção do partido.

AGORA – Como o senhor, que é um nome desconhecido na maior parte do país, pretende fazer campanha sem usar dinheiro público?

JA – Usaremos a mesma estratégia utilizada nas campanhas para vereador de 2016 e a mesma ideia que temos adotado para a manutenção do partido. A gente tem usado dinheiro do cidadão que se interessa e apoia as ideias do Novo e temos usado intensamente as mídias sociais, além de um grande volume de reuniões e visitas pelo país. O partido hoje é mantido pelos filiados, que contribuem com R$ 29 por mês. [A campanha] vai ser no boca a boca, na sola do sapato e nas mídias sociais.

AGORA – De que maneira o senhor analisa o cenário de pré-campanha atual? Temos mais de uma dezena de pré-candidatos à Presidência.

JA – O quadro ainda está pouco claro. Teremos naturalmente uma redução no número de candidatos. Acho que nem todos irão se viabilizar. Alguns partidos vão deixar as candidaturas à Presidência até porque os recursos são limitados. Como há uma demanda muito grande da população por renovação, eu acho que o quadro poderá ter mudanças relevantes nos próximos meses.

Trechos da entrevista para: http://agorarn.com.br/politica/joao-amoedo-aposta-no-boca-a-boca-e-na-sola-do-sapato-para-chegar-ao-planalto/