Programas de emancipação social

Apesar de governos passados se orgulharem de políticas assistencialistas, a pobreza continua sendo o mais vergonhoso problema do nosso país. Além de gerar dependência política e abrir espaço para corrupção, o maior problema do assistencialismo é fracassar em dar real poder econômico aos mais pobres, já que o assistencialismo, por si só, não tem sustentabilidade econômica. Esse modelo precisa mudar.

A existência de populações vulneráveis não justifica o domínio que o Estado deve exercer sobre as escolhas dos indivíduos, como por exemplo, sobre a sua saúde, sua poupança, as relações de trabalho ou educação de seus filhos. É preciso devolver poder ao indivíduo para atuar com autonomia no comando de suas decisões e na transformação de sua própria realidade. Por isso o NOVO apresenta uma visão diferente de programas sociais. Em vez de assistencialismo social, propomos programas de emancipação social.

Neste modelo o governo passa a investir nas pessoas, dando dinheiro nas mãos dos mais pobres para que todos possam ter acesso à alimentação, educação, saúde e moradia de qualidade. Ao invés de construir e administrar escolas e hospitais, contratar e subsidiar funcionários, o governo deveria transferir recursos diretamente para os beneficiários. Os brasileiros são capazes de gastar melhor o próprio dinheiro para atender suas prioridades do que o governo.

Os beneficiários teriam o direito de escolher o provedor dos seus serviços. Os créditos podem ser usados para que as pessoas contratem planos de saúde, coloquem seus filhos em escolas particulares de sua preferência e financiem sua aposentadoria ou a moradia de sua escolha.